A base do tema Somos Um está na própria oração sacerdotal de Jesus (João 17.11, 20–23). Antes da cruz, Jesus não ora por sucesso, crescimento numérico ou influência cultural. Ele ora por unidade.
Jesus pede que sejamos um assim como Ele é um com o Pai. Ou seja, a referência da nossa unidade é a Trindade, a diversidade perfeita vivendo a comunhão perfeita. Como as escrituras apontam, fomos criados à imagem de um Deus relacional (Gn 1.26), logo, viver em unidade não é opcional, é parte do nosso DNA .
Biblicamente, toda unidade verdadeira começa em Cristo. Jesus deixa claro que a unidade dos discípulos flui da sua própria relação com o Pai. Paulo reforça isso ao falar da comunhão do Espírito (2Co 13.14), mas essa unidade não fica no campo do discurso. O Novo Testamento inteiro mostra que a unidade espiritual se torna visível em práticas concretas: partilha, serviço, missão, ensino, reconciliação.
A Igreja não é apenas um ajuntamento de indivíduos convertidos, mas um povo inserido numa história redentiva. Ser batista é participar de uma narrativa que atravessa gerações, sustentada pela cooperação. A unidade denominacional não apaga diferenças regionais, ministeriais ou geracionais. Pelo contrário: ela organiza a diversidade em torno de um propósito comum. A Igreja é uma porque sua missão é uma.
Quando Jesus diz :“para que o mundo creia” (Jo 17.21), entendemos que a credibilidade da igreja está diretamente ligada à unidade do povo de Deus. O mundo não é convencido pela nossa performance, mas pela nossa comunhão. Manter a unidade tem um custo, exige renúncia do ego, do orgulho e da “minha forma de fazer”, mas a falta de unidade custa muito mais caro ainda: divisão, irrelevância e escândalo. Ser um é uma decisão espiritual diária. A unidade não é fundamentada no sentimento, mas na obediência. Somos um, porque Cristo é um com o Pai.
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